Pensamento

1| Raízes do Homem Livre

Excertos do pensamento de D. António Ferreira Gomes (1906-1948)

 

Esto vir, antes de tudo sê homem, para seres capaz de Deus! E homo Dei, a bem dos irmãos!” (Ministério, 258)

“Não é a política ou a sociologia que faz o homem, mas sim a natureza ordenada por Deus.” (Endireitai, 148)

“Não somos profeta, nem ‘filho dos profetas’! Somos... um modesto trabalhador do campo pastoral, sem deixar de olhar por intervalos para o horizonte do poente, a ver e julgar como será o amanhã...” (Ministério, 15)

“Sempre ouvi dizer, desde a escola primária, que o presente não tem história; e sempre também, desde os tempos da escola primária, discordei dessa afirmação. Pois que mais nos pode interessar do que a história dos nossos dias, as suas lições e as atitudes a tomar?”(Cartas, 27)

“A criança ou o adolescente mais que um ser, são um vir-a-ser, um devir.” (Antologia, vol.3)

“O homem honesto, são, moral e digno, faz a sociedade honesta, sã moral e digna.” (Endireitai, 148)

“Sem uma alma grande, a inteligência seria um simples expediente.” (Escritos, 346)

“Agora que se absolutiza a justiça e a sociedade, a Igreja proclama a inviolabilidade da pessoa humana.” (Endireitai, 145)

“Sejamos... homens de Deus e da Igreja, homens de testemunho, do testemunho escatológico, saibamos de que espírito somos, não queiramos converter o Evangelho!... Convertamos, sim, o mundo!” (Ministério, 146-147)

“O diálogo da Igreja com a Cultura tem de pôr o homo ecclesiasticus em conversação de ideias com as culturas.” (Antologia, vol. 3, 122)

“Ser homem é ser livre. Ser livre, dentro da natureza criada, é ser homem... É pela inteligência e vontade,... que o homem é livre. É igualmente pelo espírito que o homem realiza a sua transcendentalidade.” (Antologia, vol. 2, 120).

“Foi (como os grandes bispos medievais) um construtor; foi, com eles, um lutador. Na coragem, no desassombro, na lealdade, na clareza, foi bem um lutador medieval. [...] Como sacerdote devo-lhe tudo, porque lhe devo a ordenação sacerdotal, talvez a primeira que conferiu nesta Diocese.” (Justiça 30-03-1942; Documento VP n.º 4, 11-04-1970)

“A Igreja deve ser ‘Cristo espalhado’ no espaço do orbe e ‘prepetuado’ no tempo histórico. Se... a Igreja não é ou desiste de tentar ser o organismo do amor de Deus no mundo e a este mundo, que poderá ela ser?!...” (Antologia, vol. 2, 40)

“Em vez de uma sociedade assente sobre o separatismo entre categorias sociais... e no casticismo abominador de misturas, podemos idear uma sociedade em que o valor e serviço seja o critério de distinção e em que a fraternidade humana seja o cimento de união, não entre gente bem, mas entre gente boa.” (Antologia, vol. 1, 115)

“Será preciso, ao falar de Nun’Álvares partir, do facto evidente de que se trata dum homem inteligente, reflexivo, prudente, judicioso, questionado pelos acontecimentos e empenhado nas soluções...” (Ecumenismo, 52)

“O mestre não pode ser apenas um transmissor de normas e um veículo de ideias; tem de ser a norma e a ideia encarnada.” (Antologia, vol. 3,24)


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